11 outubro 2010

No plan, no gain

Feriadão badalado, né? SWU num canto, Interunesp no outro, todo mundo curtindo uma festa, uma praia, um churrasco. Eu? Eu fiquei em casa.

Até o momento, foram 3 filmes e mais uns 4 ou 5 episódios de The Middle, minha mais nova série-vício.

E porque eu não estou lá, vertendo lágrimas no show da linda Regina Spektor ou vertendo cerveja pra dentro e pra fora de meu corpo no Interunesp? Porque eu não sei me programar. É isso.

Há anos alimento um problema (e que agora descobri ser também um prazer) que me impede de conseguir me programar para qualquer coisa, por mais divertida que ela seja.

O que vem a seguir parece frase de texto que recebemos por e-mail, assinados por Arnaldo Jabor, mas é sério: conversava esses dias com um amigo e concluímos que as melhores coisas da vida acontecem de maneira inesperada. Principalmente as festas.

Você compra ingresso com um mês de antecedência, compra roupa e sapato, combina com os amigos, separa câmera fotográfica. Pode crer: vai ser fiasco. No mínimo, vai ficar abaixo das expectativas.

E então, numa noite de quinta-feira, você está na sua casa e resolve comer um lanche no bar da esquina. Chega lá e encontra dois amigos que te chamam pra uma cerveja. As chances de você voltar pra casa no dia seguinte às 8 da manhã depois de ter bebido 15 cervejas numa festa de pessoas desconhecidas são muito maiores do que se você tivesse programado beber cerveja numa festa de gente desconhecida.

Quando tudo é programado as chances de algo dar errado, matematicamente falando, variam entre 99% e 100%. Vai chover, você vai pegar gripe, vai esfriar. Seu amigo vai desistir, o carro vai enguiçar, a bebida vai estar cara.

Na minha vida foi assim: uma série de festas decepcionantes e outras tantas noites malucas que eu não programei, então agora morro de preguiça de fazer planos antecipadamente. Reforço positivo, behaviorismo explica.

E isso tudo não tem nada a ver com o estilo 'livin la vida loca' pregado por Rick Martin e difundido por jovens estrelas hollywoodianas e estudantes universitários (sinal: piada interna). É que, pra mim, qualquer compromisso assumido antecipadamente toma um ar de obrigação, e acaba perdendo a graça. Nunca se sabe como estará nosso humor no dia do compromisso.

Além do mais, sem compromisso marcado, as chances de alguém me encontrar em casa às 2 da manhã e me chamar para uma balada onde a diversão é improvável são maiores. E, claro, vai ser muito divertido.

Fecho, então, com outra frase de texto fajuto do Jabor: o que vale nessa vida, meus amigos, é o imprevisível.


*E às vezes, tudo que se quer é um feriado em casa assistindo filmes e séries até enjoar.

4 comentários:

AleXXX disse...

Vou te dizer pra você (!) que estamos tendo dias semelhantes: passei o fds nos Córgos vendo filmes e séries-vício (Californication e Lost), voltei pra SP pra trabalhar (acho que essa é a diferença) mas os DVDs continuam rodando no computador de casa nos finais de noite

Mônica disse...

Reforço positivo? Não acredito! vou ate aumentar o numero de relações estabelecedoras para tomarmos cerveja!rs
Mas tenho que concordar.. expectativa fode a vida!

Velho Santiago disse...

Matemáticamente, não sei. Empiricamente, o café feito às pressas pras visitas que gostamos sai mais quentinho e saboroso, não?

Michele Matos disse...

É fato que o inesperado me deixa bêbada mais rápido mesmo.
Então, nessa sexta, nada de expectativas.
=**