Toda vez que alguma coisa dá merda – família, trabalho, gripe, falta de grana - a primeira coisa que vem na minha cabeça é aquela frase do Scar (isso mesmo, o tio do Simba, de O rei Leão) “a vida não é justa, não é mesmo?”. Ouço a voz dele, cínica e sarcástica, a ressoar dentro da minha cabecinha confusa. E agora que 2009 está pra acabar, eu lembro em quantas vezes essa frase apareceu nas minhas noites, nos meus dias. Mas hoje, não sei se é porque o ano está acabando e a gente sente uma obrigação de colocar tudo em ordem pra começar de novo, essa frase não faz sentido algum e depois dos quase 365 dias que passaram, eu agora me sinto extremamente confortável para sentar na sacada e cantar piña colada song. Por que é um puta de um clichê, mas é verdade que no fim dá tudo certo. Mesmo que seja mais clichê ainda acreditar que todo fim de ano é necessário fazer um balanço do ano todo. E, se no início do ano eu, do alto do meu desespero, fiz uma lista de coisas que queria para 2009, sinto que deu certo.
Então, como estou feliz – e desejo que todos vocês também estejam – vou deixar aqui um presentinho:
Receita de Piña Colada
Ingredientes:
1 dose de rum claro
gelo triturado
2 colheres (sopa) de creme de leite
2 colheres (sopa) de leite de coco
1 dose de suco de abacaxi
Junte tudo e bata na coqueteleira, mas pode ser no liquidificador também.
Bebam e andem na chuva, porque a vida às vezes não é justa, mas sempre dá pra se divertir. Que venha 2010.
27 dezembro 2009
21 dezembro 2009
George Orwell falou, George Orwell avisou
Em 1948 um cara chamado George Orwell escreveu um livro imaginando como seria nossa sociedade no ano de 1984. Ele chutou que o futuro não seria uma coisa muito divertida. Viveríamos sob a vigilância de um governo totalitário que estenderia seus olhares para o interior de nossas casas, através de grandes telas penduradas nas paredes. Nunca saberíamos se a tela nos vigiaria o tempo todo ou somente nos momentos em que o nosso grande chefe político apareceria para fazer pronunciamento e, assim sendo, acabaríamos nos autovigiando.
Eu não sei como era a sociedade em 1984, porque nasci em 1985 e só comecei a reparar nas coisas lá por 88. Mas afirmo uma coisa: com relação à vigilância, o senhor Orwell errou por uns anos e isso não é novidade pra ninguém. Hoje todos sabem que vivemos em uma sociedade vigiada. Há cidades com câmeras em praças públicas e há os malditos celulares com câmera. A discussão sobre segurança x privacidade, que parecia coisa tão moderna, hoje já está bem batida.
Mas eu acho que há uma nova discussão, que sei não se alguém já parou pra pensar: essa tal de sociedade vigiada pode ficar muito chata.
Veja só o caso da dona Ione:
Certeza que você já viu esse vídeo. Se não viu, ouviu falar. Se não, olha só, ta vendo agora. A Ione, assim como todo filho de Deus, saiu pra tomar um chopinho. Tomou um, dois, dez. Tanto faz. E daí, talentosa que é, resolveu mostrara a todos o que sabe fazer. Fosse há 10 anos, os amigos comentariam, a galera da banda chegaria em casa e falaria que uma louca subiu no palco e fim. Mas hoje a Ione está aí, em blogs e twitters, fazendo a alegria da galera.
Tem também a ex do Pedro, que quis armar um barraquinho básico (quem é que não tem vontade de vez em quando?) e nem preciso falar no que deu, né.
Eu sei que todo mundo curte essas coisas porque nos faz sentir mais normais. Faz ver que todo mundo é meio maluco e tal.
Mas eu, que sou super entusiasta da piração esporádica, vejo um grande problema nessa mania de cinegrafar tudo. Todo mundo ai – ou quase – tem família, amor, trabalho, nome pra zelar. Com o perigo de virar o novo ‘mais acessado’ do youtube, as pessoas vão enlouquecer menos. Cantaremos menos, beberemos menos, não correremos pelados. Sobrarão os exibicionistas, que sabem que estão sendo filmados, e isso não tem graça nenhuma.
Seremos todos muito comportados e com uma enorme energia de piração acumulada.
George Orwell sabia o que dizia quando falava da vigilância e do comportamento extremamente regrado. Por isso, queridos, se não querem viver num lugar chato, deixem as câmeras em casa e esqueçam os celulares. Ninguém tem obrigação de ser correto o tempo todo. Todo mundo tem o DIREITO de enlouquecer de vez em quando.
Eu não sei como era a sociedade em 1984, porque nasci em 1985 e só comecei a reparar nas coisas lá por 88. Mas afirmo uma coisa: com relação à vigilância, o senhor Orwell errou por uns anos e isso não é novidade pra ninguém. Hoje todos sabem que vivemos em uma sociedade vigiada. Há cidades com câmeras em praças públicas e há os malditos celulares com câmera. A discussão sobre segurança x privacidade, que parecia coisa tão moderna, hoje já está bem batida.
Mas eu acho que há uma nova discussão, que sei não se alguém já parou pra pensar: essa tal de sociedade vigiada pode ficar muito chata.
Veja só o caso da dona Ione:
Certeza que você já viu esse vídeo. Se não viu, ouviu falar. Se não, olha só, ta vendo agora. A Ione, assim como todo filho de Deus, saiu pra tomar um chopinho. Tomou um, dois, dez. Tanto faz. E daí, talentosa que é, resolveu mostrara a todos o que sabe fazer. Fosse há 10 anos, os amigos comentariam, a galera da banda chegaria em casa e falaria que uma louca subiu no palco e fim. Mas hoje a Ione está aí, em blogs e twitters, fazendo a alegria da galera.
Tem também a ex do Pedro, que quis armar um barraquinho básico (quem é que não tem vontade de vez em quando?) e nem preciso falar no que deu, né.
Eu sei que todo mundo curte essas coisas porque nos faz sentir mais normais. Faz ver que todo mundo é meio maluco e tal.
Mas eu, que sou super entusiasta da piração esporádica, vejo um grande problema nessa mania de cinegrafar tudo. Todo mundo ai – ou quase – tem família, amor, trabalho, nome pra zelar. Com o perigo de virar o novo ‘mais acessado’ do youtube, as pessoas vão enlouquecer menos. Cantaremos menos, beberemos menos, não correremos pelados. Sobrarão os exibicionistas, que sabem que estão sendo filmados, e isso não tem graça nenhuma.
Seremos todos muito comportados e com uma enorme energia de piração acumulada.
George Orwell sabia o que dizia quando falava da vigilância e do comportamento extremamente regrado. Por isso, queridos, se não querem viver num lugar chato, deixem as câmeras em casa e esqueçam os celulares. Ninguém tem obrigação de ser correto o tempo todo. Todo mundo tem o DIREITO de enlouquecer de vez em quando.
11 dezembro 2009
O diálogo
Enquanto a versão do Tim Burton de 'Alice no País das Maravilhas' não chega aos cinemas, eu vejo, mais uma vez, minha cena preferida (não estou realmente certa disso) do filme que alegrou - e confundiu, é verdade - a minha infância. E compartilho com vocês!
Afinal, todos aqui são loucos.
Afinal, todos aqui são loucos.
01 dezembro 2009
Passou, passará

As águas de dezembro chegaram para abrir o verão. Eu fico triste quando o dia é corrido e tudo que penso é “que saco, tá chovendo”. Anos antes ficaria feliz “oba, vou pra rua, vai chover!”. Mas é difícil se alegrar com chuva quando há trabalho, estudos e contas a pagar.
Eu, antes, vivia feliz com o verão e, influenciada por filminhos da sessão da tarde, “Meu Primeiro Amor”, coisa a e tal, tentava sempre fazer do meu verão uma coisa inesquecível. Achava que nunca conseguia e no ano seguinte tentava de novo.
Hoje eu sei que todos os verões, as férias e as tardes na chuva foram inesquecíveis.
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